Feira Internacional do Cooperativismo e da Economia Solidária
Portal institucional do Projeto Esperança/Cooesperança para divulgar a feira, suas redes, a memória do movimento e as novidades da programação.
- Quando
- Em breve
- Onde
- Santa Maria, RS
- Foco
- Economia solidária, cooperativismo e redes
A trajetória exitosa da FEICOOP
A FEICOOP — Feira Internacional do Cooperativismo e da Economia Solidária — acontece desde 1994, em Santa Maria. Muito mais que uma feira de comercialização, ela é um importante espaço de encontro e articulação da Economia Solidária, reunindo grupos, coletivos, cooperativas, associações, empreendimentos solidários, agricultura familiar, artesanato, movimentos sociais e consumidores.
Possui uma trajetória exitosa, reunindo a cada ano grande diversidade de produtos, serviços e construção de conhecimentos. Pessoas e culturas vindas de todos os estados brasileiros e da América Latina compõem um grande mosaico de cooperação, autogestão, comércio justo e solidário, em movimento por outras economias.
A FEICOOP nasce em 1994 como “Feira do Cooperativismo”, com escala regional, reunindo empreendimentos rurais e urbanos das cidades da Região Central do RS. Já em 1998, a “Feira do Cooperativismo” ganha status estadual, recebendo empreendimentos, atividades formativas e culturais de todo o Estado do RS.
Mas é em 2005 que a Feira ganha status nacional e internacional, passando a destacar a Economia Solidária como outro mundo possível para a cooperação e o cooperativismo. Passou então a chamar-se “Feira do Cooperativismo e Economia Solidária”, recebendo a cada ano um grande número de empreendimentos de todo o Brasil, da América Latina e de outros continentes. Importante destacar que em 2003 ocorreu no Brasil a institucionalização da Economia Solidária como política de Estado, com a criação da Senaes (Secretaria Nacional da Economia Solidária) no Ministério do Trabalho (MT). Como parte de um movimento cada vez mais crescente no país, a Economia Solidária passa a ser destacada no nome da Feira, que, incluindo a dimensão da Economia Solidária, passa a ampliar a compreensão do próprio cooperativismo.
O grande destaque da FEICOOP é a metodologia de sua organização, denominada “Aprendente e Ensinante”, que traz desafios de autonomia, mobilização popular, convivência e articulação institucional para a construção de uma grande feira de comercialização direta, de formação e articulação e ainda de arte, cultura e diversidade. Acontece durante três dias, transformando Santa Maria em um grande território da Economia Solidária.
Dessa metodologia, destaque para as Cartas da FEICOOP. Escritas ao final de cada edição, expressam o contexto sociopolítico do país e do mundo, pontuando desafios e conquistas do período. As cartas passaram a ser escritas a partir de 2005.
Assim, a FEICOOP é compreendida como uma experiência “aprendente e ensinante” porque ela não é apenas um espaço de comercialização: é também um espaço educativo, de troca de saberes e construção coletiva do conhecimento, onde agricultores familiares, empreendimentos de economia solidária, cooperativas, movimentos sociais, estudantes, universidades e consumidores compartilham experiências e conhecimentos. Assim, quem participa ensina a partir de sua própria experiência e, ao mesmo tempo, aprende com as experiências dos outros.
Eixos da FEICOOP: bem mais que exposição de produtos
A Feira acontece em três eixos distintos e complementares que expressam a Economia Solidária em toda a sua potencialidade, desde oportunidades de geração de trabalho e renda com autonomia e sustentabilidade até a valorização cultural e o fortalecimento dos empreendimentos solidários.
Eixo Comercialização
Este eixo está diretamente relacionado aos empreendimentos de Economia Solidária. Representa um espaço de comercialização direta e promoção do consumo consciente, trazendo visibilidade aos pequenos empreendimentos pautados pelos princípios do cooperativismo e da economia solidária.
Estão presentes empreendimentos de diversos segmentos, como artesanato, agricultura familiar, economia circular e criativa, produtos ancestrais confeccionados por populações tradicionais e povos originários, moda autoral etc. Este eixo ganha destaque pela diversidade de produtos que oferece, com empreendimentos do Brasil e do mundo.
O fato de possuir representatividade mundial é o que confere à Feira o título de maior feira de Economia Solidária da América Latina. A cada ano vêm sendo recebidas inscrições de mais empreendimentos da América Latina, o que indica a potência e a visibilidade empenhadas nesta feira, que está cada vez mais gigante.
A comercialização na Economia Solidária fomenta a visibilidade da diversidade de empreendimentos em uma enorme variedade de segmentos. Destaca-se que a FEICOOP tem em sua maioria empreendimentos geridos por mulheres, o que significa o fortalecimento da economia das mulheres, com aumento da renda e, consequentemente, qualidade e autonomia na vida.
Eixo Formação e Articulação
A formação está ligada às atividades que promovem reflexões, aperfeiçoamento, debate, capacitações, oficinas e reuniões de grupos, coletivos, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, entre outros. Este espaço é um dos mais importantes da FEICOOP, pois permite, a partir de encontros e reuniões, discutir temáticas contemporâneas para pensar estratégias de desenvolvimento da sociedade.
Percebe-se que a cada ano, de acordo com a temática da edição, há um direcionamento para causas sociais, ambientais e econômicas, urgências e emergências. Aqui saem resultados que embasam políticas públicas, trabalhos de pesquisa acadêmica, projetos de lei e uma diversidade de trabalhos frutos de organizações da sociedade civil.
Eixo Arte, Cultura e Diversidade
No eixo de Arte, Cultura e Diversidade estão inseridas apresentações e manifestações artísticas, como música, dança, teatro, ritmos e muito mais. Na FEICOOP sempre se estrutura um palco, com ornamentações que representam povos e nações, alimentos e alimentação — que é um direito garantido à população, mas que em muitas situações acaba não atingindo todos e todas — e elementos que são a identidade visual do movimento de Economia Solidária. O palco é espaço de fala, usado para dar voz às etnias e às variedades de estilos artísticos contidos nas apresentações que seguem durante toda a programação da feira, além de discursos e debates importantes.
Este espaço é um local rico em cultura e arte, muitas vezes animado e festivo, porém em alguns momentos também é usado para debates e reflexões acerca dos desafios encontrados no campo, na cidade e em outros locais de moradia e garantia de renda e sustento de muitas famílias.
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Memória e agenda
Um espaço para reunir história, programação, redes parceiras e notícias da feira
A FEICOOP reúne iniciativas do campo e da cidade em torno da cooperação, da comercialização solidária e da troca de saberes entre grupos e comunidades.
Cartas de encerramento das edições da FEICOOP
Documentos históricos, escritos a várias mãos ao final de cada edição da feira, com números, balanços e o lançamento da edição seguinte.