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CÁRITAS NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL
O FSM reuniu mais de 6 mil participantes estrangeiros, dos cinco continentes, de 120 países. A América Latina (AL) esteve presente com 3,8 mil pessoas vindas de países vizinhos do Brasil. Em seguida vem a África, com 1 mil participantes. Da Europa, 600 pessoas participaram das atividades, e 450 participantes são originários da América do Norte. As maiores delegações fora da AL, incluem Marrocos, Alemanha, França e Canadá.
Cinco dias intensos, 19 eixos temáticos, 100 caravanas, 1,2 mil voluntários(as), 2,1 mil atividades, 6 mil organizações e movimentos da sociedade civil e 80 mil pessoas, que fizeram da 13ª edição do Fórum Social Mundial 2018 (FSM), um espaço de troca de experiências, debates, protestos, encontros e reencontros, entre os dias 13 e 17 de março, em Salvador. Entre os temas com maior número de atividades inscritas e realizadas estão: “Desenvolvimento, Justiça Social e Ambiental” e “Direitos Humanos”, além dos relacionados com as questões raciais como, “Vidas Negras importam” e “Um mundo sem racismo, xenofobia e intolerância”.
Os temas e atividades expressaram as vozes das centenas de mulheres e dos feminismos, das juventudes, dos movimentos em defesa da democracia, dos povos tradicionais (indígenas e de matriz africana), dos movimentos negros e de enfrentamento ao racismo, dos movimentos ambientalistas, do segmento LGBTQI+, da economia solidária, das pessoas com deficiência, das/dos artistas, entre outros.
A Confederação Caritas esteve presente com 150 pessoas. Sendo 144 brasileiros vindos de diversos Estados das cinco regiões do país e 06 pessoas vindas da Itália, França, Ucrânia, Honduras, Uruguai, Chile e Costa Rica.
Em conjunto com outras organizações, a Caritas realizou 4 atividades autogestionadas. O Seminário Internacional “O Rosto da Mulher Migrante”. O seminário trouxe à tona, nas falas de especialistas no assunto e mulheres refugiadas, as condições de vulnerabilidade social que atingem esse público.
Segundo dados de 2016 da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), as mulheres representam 49% da população que recorrem ao refúgio. Ainda é importante considerar que as mulheres sempre migraram, mas, nos dias de hoje, é possível dizer que há um caráter diferenciado, visto que se tem percebido um número cada vez maior de mulheres que migram sozinhas, situação que traz consequências mais complexas. Destaque durante o debate, foram as contribuições de refugiadas acompanhadas em ações da Caritas, agentes Caritas de entidades membros de Norte a Sul do Brasil e, de representantes do Secretariado Nacional, da Caritas Internacionalis e de outras instituições.
O Painel “Conflitos socioambientais e a perspectiva do Bem Viver”. Não foi apenas um encontro de ideias e reflexões, mas da emergência da afirmação e reverberação das formas de bem viver que povos, comunidades e grupos sociais constroem em seu cotidiano. Mais de 32 mil conflitos envolvendo mais de 22 milhões de pessoas. Os números de atingidas e atingidos foram ganhando nome, território, raça, etnia e classe social nas falas testemunhos que compuseram o painel.
Também foram identificados por quem aproveitou a oportunidade para ecoar as vozes de pessoas vitimadas em distintas regiões do país.
Irmã Lourdes Dill da Arquidiocese de Santa Maria participou, com apoio e as despesas pagas pela Caritas Brasileira. Foi uma grande oportunidade de falar e apresentar em muitos encontros realizados para a 25ª FEICOOP e o 3º Fórum e 3ª Feira Mundial de Economia Solidária que será realizado de 12 a 15 de julho de 2018 em Santa Maria/RS. Foi um grande espaço de debate, troca de experiências, reanimação na construção de “Um outro Mundo Possível”.
Irmã Lourdes Dill, FDC
Coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança
Vice-Presidente da Caritas Brasileira